DANÇA DE ORIGEM

Coreografia: Augusto Omolú
Música: Antônio Portella

Coreografia baseada na criação do mundo segundo a mitologia africana.

 

PUXADA DE REDE

Coreografia: Walson Botelho
Música: Folclore baiano

Manifestação popular ainda encontrada nas praias da Bahia, na qual os pescadores, acompanhados de suas mulheres, saem à noite para a pescaria e durante todo tempo realizam rituais para IEMANJÁ, Deusa do mar, através de cantos e danças rogando-lhe paz, proteção e fartura.


BOI-BUMBÁ

Coreografia: Amélia Conrado
Música: Folclore Nordestino e do Amazonas


Manifestações folclóricas que têm a figura do boi como personagem central em seus enredos existem centenas por todo o mundo, desde os tempos mais remotos. Essa manifestação chegou ao Brasil trazida pelos portugueses, que de imediato incorporaram elementos das culturas indígena e africana dando uma outra versão àquela que fora trazida da Europa.

Mais comumente encontrado nos estados do Maranhão e Ceará, o Bumba-Meu-Boi ou Boi-Bumbá, também tem na Bahia a sua versão que ganha elementos da cultura africana e que é mais conhecido como o Rancho do Boi. A história, independente da localidade, tem o mesmo enredo, é simples e sua origem se perdeu no tempo: Catirina, mulher do vaqueiro Pai Francisco, grávida, tem o desejo de comer a língua do boi mais formoso do patrão. Pai Francisco para satisfazer o desejo de sua mulher mata o boi, sendo, imediatamente, descoberto e colocado na prisão. Para resolver toda esta situação e ressuscitar o boi são invocados os poderes do doutor, do padre, de feiticeiras e do pajé.

No início o século passado, o povo nordestino, tangido pela seca e pela miséria, migrou para o Amazonas, iludido pela riqueza do ciclo da borracha, levando consigo sua cultura, seus costumes e seus folguedos. E foi assim que o Boi-Bumbá chegou à floresta amazônica e miscigenou-se com a cultura indígena: de um lado, a força e a alegria dos nordestinos, com suas brincadeiras, seus ritmos marcados na cadência das alpercatas, levantando a poeira do chão seco, o profundo sentimento religioso e a saudade da terra distante. Do outro, as criaturas mágicas que habitam a floresta, os seres que vivem entre as ervas milagrosas, em águas que se espraiam até o fim do mundo, em árvores que sustentam o céu, no ambiente silencioso, habitado por monstros e criaturas sagradas e profanas, tudo misturado num redemoinho doido em que não se destingue mais onde começa a lenda e onde termina a realidade.

XAXADO

Coreografia: Amélia Conrado
Música: Folclore Nordestino

Durante a conquista das terras do interior da região Nordeste do Brasil no início e meado do século passado, existiram grandes confrontos entre os velhos Coronéis, proprietários de grandes latifúndios e os posseiros, que buscavam um pedaço de terra para cultivar e morar. Entre os personagens de mais destaque desta época, encontram-se, sem sombra de dúvida, Lampião e Maria Bonita, que representavam a força da justiça em favor dos pobres contra a tirania dos senhores opressores da caatinga. Apesar do eterno clima de guerra que viviam os Cangaceiros, havia, também, momentos de muita alegria, principalmente após grandes conquistas e batalhas vitoriosas. Nestas festas a comida era abundante e dançava-se até o dia amanhecer. Tinha de tudo: baião, xote, forró e o principal de todos eles: o Xaxado, cuja origem provem do som que as alpercatas faziam ao serem arrastadas no chão árido do sertão – XÁ, XÁ, XÁ, XÁ...... e lá iam eles xaxando a noite inteira!


GINGA

Coreografia: Rosângela Silvestre
Música: José Ricardo Sousa

Uma visão contemporânea de todos os aspectos da cultura popular baiana. A forte influência dos escravos africanos, dos portugueses e dos nativos indígenas criou uma cultura rica, na qual o sorriso, o dengo, o swing, a cara, a voz, a pele e a cor do povo da Bahia são únicos no mundo.

FÊMEAS

Coreografia: Rosângela Silvestre
Música: José Ricardo Sousa

Coreografia inspirada na energia e na força de trabalho das mulheres negras, desde a África, onde viviam em harmonia e liberdade, até serem transportadas para o Brasil na condição de escravas.

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