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CORTE
DE OXALÁ
Coreografia: Walson Botelho e José Carlos
Arandiba
Música: Tradicionais afro-religiosas do culto do Candomblé
Quando os portugueses colonizaram o Brasil eles
trouxeram diversos hábitos diferentes, que foram decisivos
na formação do povo brasileiro. Uma das influências
mais marcantes foi a africana, trazida pelos escravos de diversas
regiões daquele continente e que se tornou predominante na
cultura baiana. Como forma de resistência, os africanos mantiveram,
quase que intacta, a sua manifestação religiosa e
através dela foram aos poucos dando uma nova forma e conceito
aos valores existentes na época. Através desta coreografia
alguns dos mais importantes rituais são mostrados, num trabalho
de pesquisa que procura preservar e divulgar o Candomblé,
como uma das mais antigas, sagradas e belas religiões da
história da humanidade.
· EXÚ: De temperamento irascível, astuto, vaidoso,
sensual e por vezes indecente, ele foi enviado por Olorum, o Deus
Supremo, para criar o mundo, do qual era o único habitante
até a chegada dos outros Orixás.
· CERIMÔNIA DO PADÊ: É o primeiro ritual
executado antes de qualquer cerimônia no Candomblé.
Através dela são oferecidas oferendas a EXÚ
com o intuito de agrada-lo, evitando, assim, que ele venha atrapalhar
o desenrolar do culto.
· INICIAÇÃO DE YAÔ: É a primeira
apresentação pública do novo adepto da religião.
Após algum tempo recluso para purificação do
espírito, o YAÔ é introduzido à comunidade
religiosa, numa grande festa, onde é saudado pelos membros
da casa e pelos Orixás.
· XIRÊ: Seqüência de danças realizadas
para cada Orixá, obedecendo a uma ordem existente no pantheon
do Candomblé.
· PANTHEON DOS ORIXÁS: Procissão dos médiuns
já incorporados nas divindades africanas (Orixá),
que demonstrarão através de suas danças as
principais características da personalidade de cada Orixá:
. Ogum: Deus do ferro e da guerra.
. Oxum: Deusa da vaidade, da riqueza, dos rios, lagos e cachoeiras.
. Omolú: deus da morte e das doenças da pele.
. Iansã: Deusa dos ventos e tempestades.
. Oxossi: Deus das florestas e da caça.
. Oxalá: Deus supremo, criador do Universo. Pai de todos
os Orixás.
MARACATU
Coreografia: Amélia Conrado
Música: Folclore Nordestino, José Ricardo Sousa e
Emília Biancardi
O Maracatu, cortejo que representa as
festividades da coroação dos reis africanos em terras
brasileiras, reflete com pomposidade e ironia a forte influência
européia da realeza portuguesa do século XVII nas
cerimônias e rituais africanos da época.
Entre os diversos personagens que aparecem no
Maracatu, os mais destacados são: o Rei e a Rainha, a Dama
do Paço com sua Boneca Calunga, as Baianas e os Embaixadores
ou Caboclos de Lança, defensores da realeza e da nobreza.
MACULELÊ
Coreografia: Walson Botelho
Música: Folclore baiano
Dança dramática
que teve sua origem nas plantações de cana-de-açúcar,
na cidade de Santo Amaro, na Bahia, durante o período colonial.
O maculelê era dançado pelos escravos africanos em
comemoração à boa colheita da cana e por seu
estilo violento foi, também, utilizado como um meio de defesa
contra os senhores feudais.
SAMBA
DE RODA
Coreografia e mise-en-scéne:
Walson Botelho, José Carlos Arandiba e a companhia
Música: Folclore baiano
Forma mais popular e autêntica do samba
brasileiro. Tido como a primeira forma do samba atual, o samba de
roda era dançado pelos escravos nas senzalas durante suas
poucas horas de descanso.
CAPOEIRA
Coreografia e mise-en-scéne:
Walson Botelho e José Carlos Arandiba e a companhia
Música: Folclore baiano
Luta de origem africana trazida para o Brasil
pelos escravos vindos de Angola.
AFIXIRÊ
Coreografia: Rosângela
Silvestre
Música: Antônio Portella e Jorge Paim
Afixirê, em Yorubá, significa "dança
da alegria". Uma coreografia inspirada na grande influência
que os povos africanos tiveram na formação da cultura
brasileira, em especial, na Bahia. Uma festa de cores, movimentos,
sons e muita alegria.
SAMBA
REGGAE
Coreografia: José
Carlos Arandiba e a companhia
Música: pot-pourri de músicas do carnaval baiano
O Samba Reggae nasceu da fusão de diversos
ritmos afro-brasileiros, como o ijexá, o afoxé, e
o samba duro, com ritmos caribenhos. Esta nova manifestação
musical a cada ano cria inúmeras danças populares,
que são divulgadas durante o carnaval na Bahia para todo
o país.
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